Parte Gisele e aterrissa Alessandra! A marca tenta se renovar e esse é o primeiro grande passo. Gisele é linda, diva, musa e intocável, mas isso todo mundo já sabe e já conhece. Alessandra também já é mãe, tem quase a mesma idade, mas é Fresh! A Colcci tentou crescer e acredito que se desprender de um ícone de sucesso absoluto faz parte da maturidade da marca.

A coleção da marca veio muito mais bem resolvida, perdeu aquele ar de “adolescente rica e modernete”. Virou mulher despretenciosa, que gosta de tudo um pouco, que não se apega somente ao que ditam as revistas de moda. Que curte do curto ao longo, do justo ao amplo, do couro a renda…

Make com olhos de gatinha, cabelo ao vento… mulherada despreocupada!

Não que a gente adore… Mas os boots do inverno são esses e a Colcci apostou.

Disseram que um tal de Ashton Kutcher é o novo garoto propaganda da marca e que a mulher dele (não lembro o nome) é poderosa e estava lá…aplaudindo nossas modelos na fila A.
Acorda Brasil! O nosso material, a moda brasileira, o styling da marca, as nossas modelos, o produto nacional… Isso sim é que merece “red carpet”.
Por: Mari Zanin
Fotos: FFW / Agencia Fotosite
A Osklen traz um desfile que é triste por sua natureza. O tema Fênix, que nada mais é do que a ave que ressurge das cinzas coube como uma luva. Um incendio queimou um acervo de 10 anos da marca que veio com essa coleção transformando a tragédia em material criativo.

O desfile começa com peças monocromáticas em amarelo, laranja, vermelho, verde, azul… toda a alegrias que sempre foi proposta pela Osklen até se tornar cinza. Ao final uma linda estampa nos remete aos antigos ibiscos que foram usados pela marca, mas dessa vez em tonalidade de fogo. As modelagens amplas, os tricots incríveis, o maxi, o over, tudo vem perfeitamente Osklen.

O Make é crú, tem cara de menina dos países de gelo, olhar distante, reflexivo. Na cabeça, pele… que aquece tanto quanto o incendio.

Nota 10 (Dez!) para os divernos modelos de bolsas e mochilas nos mais variados tons de bege. Vão com tudo, são modernos e super funcionais.

Voa, Osklen!
Por: Mari Zanin
Fotos: FFW / Agencia Fotosite
Eu particularmente adoro o trabalho da Juliana Jabour e fiquei super feliz com seu desfile de estréia no SPFW (até a temporada passada ela desfilava no Fashion Rio) com um desfile inpiradíssimo no movimento Grunge.

Não existem regras quanto a comprimento, mas o conforto que ditava o movimento é visto em quase todas as estruturas das peças, com um “quê” de étnico e proporções belíssimas em uma mulher com muita personalidade. Grunge? Sim, digamos, mas muito chique também usando e abusando de cetins, crepe, tafetá, lurex, aplicações…

Make super “étnica” como citei lá emcima, com o rosto colorido, meio queimado do frio, meio encontro entre os astecas e os niponicos. Cabelo em coque bagunçado pra cima “gueixa wannabe”. Adoro.

Ponto forte para as muitas variadas bolsinhas… couro, franjas, de mão ou de ombro… Hits da estação.

Seja bem vinda!
Por: Mari Zanin
Fotos: FFW / Agência Fotosite
Quinta-feira da semana passada fomos convidadas para uma coletiva de blogueiras na galeria Melissa em SPFW e conhecer de perto a nova coleção TimeCode da marca! Uma coleção que aborda o que fazemos com o nosso tempo… sendo assim a galeria Melissa fez uma parceria com a PostIt/3M em uma instalação MEGA incrível!


Os modelos da nova coleção tem nomes super bacanas que foram tirados do Twitter. Como assim?! Assim mesmo, são os verbos no gerundio mais citados na rede… Sabemos assim o que as pessoas estão fazendo com o tempo delas, não?! …Kissing, Enjoying, Dreaming, Feeling, Having, Making, Liking, Wanting, Thinking, Talking, Loving e Believing…

E como não podia deixar de ser, o lounge da Melissa no SPFW é sempre bacanérrimo. Esse ano idealizado por Daniela Thomaz, o espaço virou um caleidoscópio gigante onde os modelos aparecem através do tempo. Bárbaro!


Lindo!
Por: Mari Zanin
O que eu mais gosto do Alexandre é que ele nunca é o mesmo. Essa alma de talento mutável e sempre aberta para o novo me encanta. A cada estação tudo muda, e mesmo sendo dessa forma ainda conseguimos olhar para uma peça nova e dizer “isso é Alexandre Herchcovitch!”. Garanto que essa credibilidade inovadora alcançada é o que almeja a maioria dos que desfilam no calendário e ouso dizer que poucos vão conseguir. Desta vez, Alê veio sério, sóbrio e ainda assim empolgante como sempre, com uma coleção inspirada nos magmas, rochas e na força violenta da natureza. Sufocantemente belo!

É usável, aliás, sempre é. Assimetrias, mangas desestururadamente amplas e cintura marcada. Essa é a modelagem de uma coleção muito madura. Citando a Camila Yahn do FFW: “Uma coleção com emoções contidas, assim como um vulcão pronto para explodir. O clima é denso, marcado por uma trilha que acompanha a atmosfera. Barras que se arrastam pelo chão e braços presos, como na Luciana Curtis, traduzem as inspirações principais do desfile. Lindo o contraste entre tecidos, cores e formas e a maneira inteligente como Herchcovitch constrói sua história para o inverno, sem jamais perder sua identidade e ainda se dando espaço para experimentar. É sóbrio, escuro e muito sofisticado”. É exatamente isso, e mais um pouco!

O Make era simples, com olhos esfumados em tons acinzentados e boca nua. O Cabelo tinha um coque interessante, lateral e vários grampos espalhados. Tudo muito natural.

Ponto altíssimo do desfile para a beleza da contradição! Entre peças super pesadas e estruturadas encontramos muitas rendas negras, o que nos remete a dor e delicadeza do luto, como se fosse um grito, um apelo, a Natureza mostrando mostrando sua força e lutando contra nós, sofrida.

Foi assim que nos apaixonamos por Alexandre Herchcovitch novamente (mesmo antes de termos nos desapaixonado!).
Por: Mari Zanin
Fotos: FFW / Agência Fotosite