O SPFW começou a todo vapor e já trouxe algumas apostas das nossas próximas estações e como não podia ser diferente, o Cabideiro estava lá acompanhando tudo para desvendar e simplificar o que sai das passarelas e pode ser aproveitado nas nossas vidas e no nosso guarda-roupa!
O 1° e o 2° dia contaram com as Marcas: Animale, Tufi Duek , Samuel Cirnansck, Reserva, Reinaldo Lourenço, Movimento, Alexandre Herchcovitch, Cori , Iódice , Jefferson Kulig e Triton.
A partir de agora vamos mostrar um pouco do que rolou nesses dois primeiros dias e apontar para vocês o que pintou nas passarelas desta temporada.
Preparadas?!
Animale – Tufi Duek – Samuel Cirnansck
A Animale mostrou um desfile leve, romântico, com transparências e algumas barrigas de fora com a alfaiataria das camisas. Seda, linho, couro e até crochê apareceram nas peças que vieram bem descoladas do corpo mostrando a fluidez da coleção que ainda contou com saias de comprimento midi.
Tufi trouxe um verão de formas retas e justas com comprimentos curtos, com uma pegada indígena, os tecidos escolhidos foram o mais naturais possíveis e com texturas, tramas que formavam desenhos nas peças.
Já Samuel Cirnansck trouxe comprientos curtos e justos e outros longos e volumosos da cintura pra baixo. Uma coleção que exalou o sadomasoquismo.
Dica: Tire do guarda roupa as peças mais leves, descoladas do corpo que são perfeitas para meninas magrinhas, cheinhas, altas e baixas!
Reinaldo Lourenço – Alexandre Herchcovitch – Cori
Delicado, chique e feminina foi a coleção de Reinaldo Lourenço. Dando atenção aos seios e mostrando uma cintura fina. Transparências, ombros em evidência e costas a mostra, trouxe sensualidade infinita a passarela.
Herchcovitch também exaltou a feminilidade na sua coleção através de uma silhueta que remetia a década de 50. Cintura marcada, saias rodadas e vestidos mais secos, tudo acima do joelho!
A Cori trouxe mais formas soltas, descoladas do corpo. Limpas e com bastante alfaiataria e pitadas de cores para tirar a monotonia do off-white.
Dica: O Verão virá bem feminino, portanto ao invés de acentuar as curvas e abusar das peças coladas, brinque com a sensualidade de forma diferente e mais discreta usando saias e vestidos na altura do joelho!
Iódice – Jefferson Kulig – Triton
Deu branco na Iódice e a cor veio junto com vestidos curtos descolados do corpo!
Jefferson Kulig tambpem trouxe muito branco e prata em peças com o shape amplo, entre a altura acima do joelho e alguma um pouco abaixo.
A Triton abusou do Tropicalismo que parece ser uma grande aposta do nosso verão. Vestidos e saias curtinhas e cheias de estampa de bichos como tucano além de cores quentes como o laranja.
Dica: Cuidado ao usar peças brancas principalmente se você estiver acima do peso. Cores brancas geralmente ampliam nosso corpo.
As cores desse primeiro dia de SPFW foram entre o bege, off-white, azul royal, MUITO laranja e MUITO branco.
A silhueta mais leve, solta e romântica junto com um pouco de transparências e tecidos mais nobres.
Agora queremos sua ajuda, nos comentários diga o que vocês acham que realmente vai pegar na próxima estação de todas as tendências apontadas até agora!
Imagens: FFW
Alyce Takai é produtora de moda e escreve nas seções de Moda e Comportamento do Cabideiro.
Acho que acontece pra todo mundo, em maior ou menor escala, com poucas ou muitas pessoas do nosso convívio: a gente se vê, de repente, abandonando, deixando pra trás o que e quem já foi tão imprescindível.
É como um desvio – a gente não sabe bem em que parte da história: só sabe que então cruzou outra estrada, pegou outra ponte e foi aportar lá…em outro lugar. Não deixou de amar ninguém, só juntou tudo no poço da lembrança, naquele lugar onde nada muda, que não mais interfere nem sobrevive.

Eu sempre tenho muitas saudades de um grande amigo do colégio: Vitor, foi uma das pessoas mais queridas (sabe aquele quase irmão?) e especiais que tive o prazer de ter ao meu lado, como companheiro de tardes no telefone, de almoço, da volta pra casa na chuva, das tardes debaixo do edredon enquanto devíamos estudar, autor dos beijos mais loucos e professor particular das poucas matérias que eu não sabia . Mas um dia, sem mais nem menos, nós, que caminhávamos sempre tão juntos, pegamos atalhos paralelos. Nem percebemos imediatamente – e acho que cada uma se deu conta da ruptura em tempo diferente. Foram nove anos depois que trocamos dois e-mails – e teria sido melhor que isso não tivesse acontecido nunca. Não éramos mais os mesmos, nem falávamos a mesma linguagem. Mudaram-se os rumos, reconstruímos as coisas de outra forma e nem havia muito pra contar – porque eu tinha medo de ser mal interpretada e não havia intimidade pra explicar.
Também nessas ocasiões tem um frio que nos acolhe: aquela névoa quase imperceptível, mas que a gente sabe que está ali, encobrindo nossa decepção, o desencanto, uma dorzinha estranha de se saber livre de um vínculo que tanto se quis preservar… (Tanto porque às vezes as pessoas fazem de tudo para que não venhamos a querer elas por perto…)
A palavra, uma vez dita, é palavra ouvida… não pode ser esquecida em um curto espaço de tempo… Mas quem são essas pessoas? Vítimas de um fracasso pessoal? Pena!

Mudamos nós ou é o tempo que modifica tudo ao redor?
Dia desses andei percebendo que minha memória, sempre fotográfica, anda falhando. É uma coisa ou outra que não lembro, um dia especial que se apagou, um rosto que eu queria tão bem que vai desaparecendo… O bom é que algumas coisas ruins também vão se misturando e se perdendo; mas é sempre o que mais se queria guardar que nos espanta de estar se diluindo.
Talvez já não haja em nós tanto espaço para recordações… Talvez a gente aprenda a dar atenção só ao que realmente importa; talvez assim a dor seja menor, porque já nos magoamos tanto que o coração acostumou (e isso, também pode ser terrível, um sinal de que a sensibilidade amorteceu).
Seja como for, acho que quem continua junto, quem luta contra os problemas, brigas, possíveis falhas de caráter ou encontra uma maneira de manter algum contato qualquer, mesmo que estreito, é porque, de alguma inexplicável maneira, enxerga a beleza com as mesmas cores – mesmo quando tanta coisa mudou, dentro e fora de nós…Pode sair um pouco do foco, mas não a ponto de perder a nitidez.
De certa forma é isso que nos salva. O contrário, é destruir totalmente o contato com o passado, com tudo que se viveu, e dividir os tempos como se houvesse em nós vidas totalmente separadas, que nunca se juntam.
Acho que é impossível viver só com o ‘novo’: o ‘velho’ é parte de nós, soma do que nos transformamos, e é necessário, também, pra gente não se perder de quem é…
Permanecer é uma coisa boa, acredito eu, mesmo tendo certeza de que a gente quase sempre pemanece por menos tempo do que gostaria.
Um casal apaixonado pelas tecnicas de apliques, bordados e ornamentações das mais antigas culturas do mundo… seja nas roupas, nos acessórios ou na decoração de ambientes… Este casal é formado por Alok e Merel. Holandeses, criativos, com bom gosto e pais de 6 crianças lindas. Junto com elas e com a Mãe de Merel, eles criaram a World Family Ibiza, marca que nasceu 8 anos atrás.

O casal que havia percorrido vários países como India, Mexico, Marrocos, Vietnan, Thailandia, China… ficava sempre encantado com os produtos feitos a mão pelos locais. Porque não então criarem a sua própria identidade? Inpirados em tudo o que viram e ainda vão ver, começaram a coleção que chama atenção pela riqueza dos detalhes e cores.

As bolsas são o carro chefe da marca, sem dúvida, mas no site, em meio a centenas de modelos incríveis, é possível encontrarmos também cintos, botas, coletes (baba!), capas de agenda, almofadas…

Eles entregam no mundo todo (os preços não são tão doces assim, mas…) e vale a pena reforçar. Eles trabalham de segunda a sexta, das 9 as 15 horas, ok? A Família deixa bem claro que quem trabalha na eslaca 24/7 não tem tempo para aproveitar a vida (fica a dica!).
Étnico, Folk, cool… é desse tipo de família que a gente gosta!
O SPFW é um lugar mágico onde muitas tendências são lançadas, pessoas bonitas, bem vestidas e maquiadas andam pra lá e pra cá muitas vezes nos levando a pensar como somos reles mortais não é mesmo?!
E foi exatamente pensando nisso que a Ipanema colocou cool hunters (mais precisamente caçadores de tendências, de modismos e de tudo que é novo e está para explodir!) para procurar em plena Ipanema (redundante não?!) mulheres comuns, como eu, você e muitas outras que nem pensam em desfilar seus belos looks por eventos de moda mas que tivessem de certa forma algo novo, inspirador e especial!

Carol Barreto
Os escolhidos para essa árdua tarefa foram Lenny Niemeyer (estilista), Renata Abranches (editora do site Rioetc), José Camarano (stylist e fundador do Gema TV), Candé Salles (diretor) e Robert Forrest (consultor de moda inglês).
Já as “modelos” as avessas da Campanha de Verão 2012 foram as atrizes Flavia Zanelli e Thaís Botelho, a estudante Marcela Witt, a DJ Mary Zander e a fashion designer Carol Barreto.

Flávia Zanelli

Marcela Witt
Bacana não?!
No Lounge da Ipanema tem várias fotos bem bacanas e comuns, do dia a dia dessas mulheres tão brasileiras e tão de… Ipanema!

Thais Botelho
Vale a pena dar um pulo no Lounge ou visitar o site!
Ficou bem bacana e inspiradora a campanha, fora os próprios chinelos da coleção que estão ULTRA charmosos!
Alyce Takai é produtora de moda e escreve nas seções de Moda e Comportamento do Cabideiro.
O Stylist Robert Verdi entrou em contato com a Vans com uma idéia super bacana. Customizar os famosos tenis da marca com seus antigos lenços Hermés. Olhem o resultado…


Incrível não?! O Lance é que esse NÃO é uma parceria da Hermés com a Vans e a marca ainda não se pronunciou se cede ou não a licenca das estampas (…ao que tudo indica até agora, não!)…mas a gente espera que a situação se reverta, né?
Adorei.