set
01
Começo, meio e…. FIM.

Quando somos crianças achamos que tudo que é nosso continuará ali para sempre; o papai, a mamãe, os amiguinhos e até os brinquedos!
Não temos a noção de que o mundo é grande… imenso mesmo, cheio de possibilidades que vão além dos muros da escola.
 
Nos tornamos adolescentes e descobrimos que brinquedos devem ser doados, roupas deixam de servir e nem sempre dá pra permanecer na mesma escola, com os mesmos amigos e assim descobrimos um pouco do que os adultos chamam de “abrir mão”.
 
Com o passar dos anos, as descobertas sexuais, emocionais, o primeiro pé na bunda, aquela sensação de frustração ao descobrir que ele não gosta de você mas sim da sua melhor amiga, começamos a ter consciência de que a vida é uma montanha russa imprevísivel e que não adianta você ter medo, ela vai começar a fazer seu percurso (de altos e baixos!) queira você ou não.
 
Aprendemos a perder.
Ou não aprendemos.
Apenas tomamos consciência de que nem sempre os caminhos estarão lado a lado porque a estrada é longa e existem muitas placas no meio do caminho e cada um acaba seguindo por uma direção.
Cada escolha gera uma consequência que vem cheia de bônus e ônus, afinal não dá para ter tudo; ainda assim, se desfazer de elementos do passado e de um certo comodismo óbvio é difícil, porém necessário.
 
As vezes levamos trabalho, namoro, amizades a pontos tão densos, transformando relacionamentos (independente de qual) em anomalias, em problemas tão maiores do que eles realmente são.
Muitas vezes por apego ou por simplesmente ter que admitir que não deu certo, a frustração de dizer que não foi a melhor escolha, nos faz continuar achando que alguma coisa pode mudar.
Procuramos respostas e tentamos achar culpados ao invés de fazermos uma auto analise e ver que a resposta para todos nossos problemas é o nosso reflexo no espelho.
 
Qual o sentido de dar continuidade ao que não está dando certo, você já se perguntou isso?!
Porque eu me pergunto todo dia.
Me pergunto em que momento eu não estou forçando uma situação a ponto dela conseguir estragar qualquer tipo de boas lembranças que eu possa ter daquilo.
Perder, não dar certo, errar faz parte, o importante mesmo é saber a hora de parar, entende?
 
Pense que todo final é apenas uma nova chance de fazer diferente e de uma forma completamente nova!

 
Alyce Takai  trabalha com Marketing de moda e escreve nas seções de Moda e Comportamento do Cabideiro.

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1 comments para “Começo, meio e…. FIM.”

    Gravatar Talita Santos
    terça-feira outubro 4 2011 | 15:01

    Caramba,amei sue texto…. Identifiquei-me … :) vc escreve mt massa!


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