Aos 15 a gente pede dia após dia para chegar o grande momento de se ter 18 anos.
Como se magicamente alguma coisa fosse mudar, como se num piscar de olhos você deixasse de ser apenas uma criança para se tornar… Não adulta, mas um meio termo entre os dois… Como se oficialmente você estivesse crescendo.
É como se com 18 anos você fosse ser transportada para um outro plano, onde não se é nem adulto e nem criança e onde pode-se tudo.
Onde não há limites, nem erros ou acertos.
Onde tudo são tentativas.
Aos 21 começamos a ter a sensação que essa linha tênue entre crescer ou não, está chegando ao fim e que logo logo as decisões devem ser mais maduras e condizentes.
E talvez seja esse o momento mais doce de todos, aquele em que dizemos adeus a todas travessuras e fazemos uma auto análise séria, traçamos metas mais ousadas e conseguimos entender que o para sempre não existe.
Quando nos aproximamos dos 25, começam os momentos de terror onde alguém sempre vai fazer a piadinha do 1/4 de século e você nem vai se dar conta de que são apenas 25 anos, porque a palavra SÉCULOS ficará ecoando em sua cabeça até o dia D.
E é assim para quase todo mundo.
É aquele momento onde movemos o olhar pro passado, para todo ele e entendemos certas atitudes e do porque tomamos elas.
De colocarmos na balança amores, dores, momentos e sentimentos e ver o que valeu a pena, porque uma nova fase vai começar.
Quando se chega aos 25 não dá pra voltar atrás, você cresceu.
Não existe mais a linha tênue entre adolescente ou criança, a liberdade dos 18 ou inôcencia da infância, você cresceu, apenas aceite.
Não é fácil e falo com propriedade, é assustador as vezes, ainda mais quando se cresce com aquela maldita síndrome de Peter Pan.
O divertido é que você consegue ter uma panorâmica de tudo o que já passou e consegue rir (algumas vezes até chorar) ao ver que muitas vezes você já repetiu que não iria mais fazer uma coisa, mas que acabou repetindo só pela sensação inicial de bem estar que aquilo que lhe causava.
A diferença é que hoje você lida com as consequências dos seus atos mais friamente e não dá pra correr.
Não existe colo de mãe, avó ou amigos que mude isso.
Você tem que acordar no outro dia e só poderá esconder o rosto com no máximo um blush, batom e o óculos mais trendy da estação, mas apenas isso.
Crescer não é fácil, é trabalhoso e não é vergonha ter medo.
Apenas não deixe o medo te privar de viver certas situações que só essa fase poderá te proporcionar!
Alyce Takai trabalha com Marketing de moda e escreve nas seções de Moda e Comportamento do Cabideiro.














[...] – No Cabideiro a Alyce postou uma reflexão sobre crescimento [...]
[...] Crescer?!, no Cabideiro [...]