nov
07
Crescer?!

Aos 15 a gente pede dia após dia para chegar o grande momento de se ter 18 anos.

Como se magicamente alguma coisa fosse mudar, como se num piscar de olhos você deixasse de ser apenas uma criança para se tornar… Não adulta, mas um meio termo entre os dois… Como se oficialmente você estivesse crescendo.
É como se com 18 anos você fosse ser transportada para um outro plano, onde não se é nem adulto e nem criança e onde pode-se tudo.
Onde não há limites, nem erros ou acertos.
Onde tudo são tentativas.
Aos 21 começamos a ter a sensação que essa linha tênue entre crescer ou não, está chegando ao fim e que logo logo as decisões devem ser mais maduras e condizentes.
E talvez seja esse o momento mais doce de todos, aquele em que dizemos adeus a todas travessuras e fazemos uma auto análise séria, traçamos metas mais ousadas e conseguimos entender que o para sempre não existe.
Quando nos aproximamos dos 25, começam os momentos de terror onde alguém sempre vai fazer a piadinha do 1/4 de século e você nem vai se dar conta de que são apenas 25 anos, porque a palavra SÉCULOS ficará ecoando em sua cabeça até o dia D.
E é assim para quase todo mundo.
É aquele momento onde movemos o olhar pro passado, para todo ele e entendemos certas atitudes e do porque tomamos elas.
De colocarmos na balança amores, dores, momentos e sentimentos e ver o que valeu a pena, porque uma nova fase vai começar.
Quando se chega aos 25 não dá pra voltar atrás, você cresceu.
Não existe mais a linha tênue entre adolescente ou criança, a liberdade dos 18 ou inôcencia da infância, você cresceu, apenas aceite.
Não é fácil e falo com propriedade, é assustador as vezes, ainda mais quando se cresce com aquela maldita síndrome de Peter Pan.
O divertido é que você consegue ter uma panorâmica de tudo o que já passou e consegue rir (algumas vezes até chorar) ao ver que muitas vezes você já repetiu que não iria mais fazer uma coisa, mas que acabou repetindo só pela sensação inicial de bem estar que aquilo que lhe causava.
A diferença é que hoje você lida com as consequências dos seus atos mais friamente e não dá pra correr.
Não existe colo de mãe, avó ou amigos que mude isso.
Você tem que acordar no outro dia e só poderá esconder o rosto com no máximo um blush, batom e o óculos mais trendy da estação, mas apenas isso.
Crescer não é fácil, é trabalhoso e não é vergonha ter medo.
Apenas não deixe o medo te privar de viver certas situações que só essa fase poderá te proporcionar!

Alyce Takai trabalha com Marketing de moda e escreve nas seções de Moda e Comportamento do Cabideiro.

set
01
Começo, meio e…. FIM.

Quando somos crianças achamos que tudo que é nosso continuará ali para sempre; o papai, a mamãe, os amiguinhos e até os brinquedos!
Não temos a noção de que o mundo é grande… imenso mesmo, cheio de possibilidades que vão além dos muros da escola.
 
Nos tornamos adolescentes e descobrimos que brinquedos devem ser doados, roupas deixam de servir e nem sempre dá pra permanecer na mesma escola, com os mesmos amigos e assim descobrimos um pouco do que os adultos chamam de “abrir mão”.
 
Com o passar dos anos, as descobertas sexuais, emocionais, o primeiro pé na bunda, aquela sensação de frustração ao descobrir que ele não gosta de você mas sim da sua melhor amiga, começamos a ter consciência de que a vida é uma montanha russa imprevísivel e que não adianta você ter medo, ela vai começar a fazer seu percurso (de altos e baixos!) queira você ou não.
 
Aprendemos a perder.
Ou não aprendemos.
Apenas tomamos consciência de que nem sempre os caminhos estarão lado a lado porque a estrada é longa e existem muitas placas no meio do caminho e cada um acaba seguindo por uma direção.
Cada escolha gera uma consequência que vem cheia de bônus e ônus, afinal não dá para ter tudo; ainda assim, se desfazer de elementos do passado e de um certo comodismo óbvio é difícil, porém necessário.
 
As vezes levamos trabalho, namoro, amizades a pontos tão densos, transformando relacionamentos (independente de qual) em anomalias, em problemas tão maiores do que eles realmente são.
Muitas vezes por apego ou por simplesmente ter que admitir que não deu certo, a frustração de dizer que não foi a melhor escolha, nos faz continuar achando que alguma coisa pode mudar.
Procuramos respostas e tentamos achar culpados ao invés de fazermos uma auto analise e ver que a resposta para todos nossos problemas é o nosso reflexo no espelho.
 
Qual o sentido de dar continuidade ao que não está dando certo, você já se perguntou isso?!
Porque eu me pergunto todo dia.
Me pergunto em que momento eu não estou forçando uma situação a ponto dela conseguir estragar qualquer tipo de boas lembranças que eu possa ter daquilo.
Perder, não dar certo, errar faz parte, o importante mesmo é saber a hora de parar, entende?
 
Pense que todo final é apenas uma nova chance de fazer diferente e de uma forma completamente nova!

 
Alyce Takai  trabalha com Marketing de moda e escreve nas seções de Moda e Comportamento do Cabideiro.

jul
27
Não se importe!

Quando ainda estávamos na escola eramos julgados pela roupa que usávamos, pelas pessoas com quem tínhamos amizade e até pela forma como nosso cabelo era cortado.
A cor do tênis, o brinco, a mochila, nada passava despercebido pelos olhares curiosos dos nossos afetos (e principalmente dos desafetos!).

E quando a gente cresce, não muda muito.
Os lugares que frequentamos, com quem frequentamos, o modo de nos portar, tudo isso é julgado diariamente.
Mas a questão é: quanto tempo perde-se julgando?

Em tempos de bullying, do crescimento absurdo das redes sociais e da rapidez com que as coisas andam acontecendo, vejo a todo momento pessoas julgando umas as outras desmedidamente como se fossem as donas da verdade.

Te julgam por um ato, um pensamento, um cabelo, uma roupa, uma profissão sem sequer saber quem você é, pelo que já passou e o que te levou até ali.
A realidade é que a amargura dessas pessoas é muito maior que os números de seguidores que ela tem e vai muito além dos contatos que ela possui no Facebook.

Fomos educados com aquela obrigatoriedade de sermos alguém, de agradar e conquistar a maior quantidade de coisas e pessoas possíveis e acabamos nos prendendo em opiniôes que na maioria das vezes não acrescenta nada, só machuca.

Chega uma hora em que não se importar vira regra e não excessão.
Simples, NÃO SE IMPORTE!

Ninguém é melhor do que ninguém no mundo em que vivemos e não estamos num tribunal onde pessoas são julgadas por pessoas tão “pecadoras” quanto nós.

PERMITIR-SE é uma arte que poucos dominam, mas em tempos em que um simples “eu gosto” ou “eu não gosto” vira uma bomba nuclear, não se importar tem que virar palavra de ordem!

Viva mais, permita-se mais e para essas pessoas tristes que se preocupam muito mais com a felicidade alheia do que com a própria, a gente mostra a lígua!


Imagens: Google


Alyce Takai é produtora de moda e escreve nas seções de Moda e Comportamento do Cabideiro.

jun
15
Inaugurando a TAG: “Pendurando Idéias”

Quando a Mari me chamou para escrever no Cabideiro fiquei extremamente feliz e me coloquei a disposição para dependurar aqui minhas idéias sobre moda, beleza e porque não sobre comportamento?!

Por isso, é com um imenso prazer que eu, Alyce Takai dou o ponta pé inicial na nova TAG do blog que se chama “Pendurando Idéias”.

Aqui vamos literalmente nos despir e pendurar num cabide tudo o que vem da alma e do coração, portanto participem, dividam suas idéias, sentimentos e medos com a gente.

Serão super bem vindos!

Existem certos momentos da nossa vida em que perdemos completamente o sentido de direção e em que escolher um caminho ou outro parece muito mais complicado do que ficar estagnada.

O conforto do comodismo parece atraente até um certo estágio, mas quando começa a sufocar acaba se tornando trilha sonora de dias que tardam a acabar e de um posicionamento sobre a vida muito mais difícil do que parecia no começo.

A vida nos mostra uma quantidade de caminhos infinitos e com eles milhares de ônus e bônus; cada escolha nos fará abdicar de muita coisa, mas também ganhar e acrescentar outras milhares… Não tem como, é a lei da vida.

Mas e quando você se sente caminhando de pés descalços, sem saber para onde andar e o medo te impede de ir em frente?

Já sentiu essa sensação estranha de ficar dando voltas ao redor de si mesma por medo de dar um passo a frente, escorregar e acabar caindo?!

Pular de pára-quedas, enfrentar uma montanha russa aterrorizante, esquiar ou até mesmo subir um penhasco são exemplos simples de coisas que dão medo, que paralisam por um instante, mas que logo em seguida impulsionam a ir em frente e chegar ao destino com sensação de missão cumprida. É preciso coragem, é preciso se desafiar.

Não seria esse tipo de exemplo completamente adaptável aos nossos dias e aos nossos receios?

Quanto perdemos por não tentar um caminho diferente, por não dar um passo em uma nova direção e arriscar?

Perdemos momentos, pessoas, oportunidades, tudo por causa de um pequeno, mas ao mesmo tempo tão grande sentimento: o medo.

Em meio a esse turbilhão de pensamentos me pego refletindo sobre o quanto o medo é uma linha tênue difícil de ser atravessada, mas necessária, afinal o caminho é sempre cheio de pedras, de percalços e de tombos, mas também de novas descobertas e de belas paisagens no final se você se propõem a continuar caminhando.

Cair faz parte, levantar também, mas mudar de direção às vezes é decisivo.

Que tal dar o primeiro passo?!

Images: Google

Alyce Takai é produtora de moda e escreve nas seções de Moda e Comportamento do Cabideiro.

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